Dica WordPress

 

Passei um perrengue danado para migrar para o WordPress, mas tudo foi apenas um desafio para ampliar meus conhecimentos de informatica, programação e manipulação de arquivos. Pois foi, pensando nisso, que resolvi preparar esse super-tutorial com as dicas para você instalar, organizar e macetear seu servidor e seu WordPress. Vamos parar de lenga-lenga então e mãos-à-obra!

Primeiramente, certifique-se de que sua hospedagem atende aos pré-requisitos que o WordPress pede: servidor Apache, suporte à linguagem PHP, e banco de dados MySQL. Caso tais informações não estejam especificadas no site da hospedagem (o que é um absurdo), entre em contato com o suporte. Verificados esses itens, vamos fazer alguns preparativos.

Algumas informações sobre o WordPress:

O WordPress é um sistema de blog, feito em PHP, que deve ser instalado no servidor para que possa funcionar. Sendo assim, você não fará nenhum cadastro em algum site de terceiro, mas sim baixará a instalação do sistema e o instalará num servidor previamente assinado. Ela (a instalação) está disponível neste endereço. Há duas versões disponíveis, e o que as difere é o formato em que os arquivos estão compactados. Baixe qualquer um (em tempo: o .Zip é mais popular). Ainda nesta página, do lado esquerdo há alguns links como Beta Releases e Nightly Builds; passe batido por eles, a menos que seja aventureiro e não tenha amor aos seus textos. Tratam-se de versões de teste do WordPress, instáveis e com maiores probabilidades de apresentarem problemas.

Instalando o Worpress:

Iniciemos pelo mais fácil: se você tem um host pago, tudo bonitinho e/ou com o “Fantástico” completo instalado, somente faça o seguinte: Clique em Fantástico e, a seguir, clique em ‘WordPress’ e deixe o ‘Fantastico’ fazer todo o processo de instalação sozinho para você. Após fazer esse processo, você já pode até já iniciar as suas postagens.

No caso de servidores sem muitos recursos como o ‘000webhost’ (gratuito) você terá que fazer o seguinte:  

Paralelamente ao download, vá à administração do seu site. A maioria absoluta das hospedagens utiliza o cPanel como painel administrativo, e se este for o seu caso, acrescente a palavra “cpanel” no final da URL do seu site. O Blogando e Andando, por exemplo, para entrar na administração, é só digitar http://www.blogandoeandando.com/cpanel. Uma tela pedindo o login e a senha surgirá; forneça-os, e você entrará na área administrativa do site. O que faremos aqui é criar um banco de dados MySQL, além de um usuário (para o banco de dados), e por fim, associar um ao outro, com privilégios totais. Procure pela opção Bancos de Dados MySQL (ou algo parecido), e entre. Normalmente, há três campos: um para os bancos de dados, outro para usuários dos bancos de dados, e um último para fazer associações. Crie um banco de dados, e um usuário. Atente para o detalhe de que, ao criar tanto um, quanto outro, ambos receberão um prefixo no nome, que é o seu login. Se, por exemplo, seu login for sitelegal, e você criou um banco de dados com o nome wp, o nome completo deste banco de dados será sitelegal_wp. O mesmo vale para o usuário. Criados os dois, associe um ao outro, e nas opções de privilégios, simplesmente marque a opção All.

A essa altura, o download do WordPress já deve ter terminado. Descompacte o arquivo numa pasta, e abra o arquivo wp-config-sample.php. Este arquivo, de suma importância, é o responsável pela ligação entre o sistema e o banco de dados. Em outras palavras, é ele que “puxará” os textos, comentários e opções gravados no banco de dados a fim de exibi-los no navegador. A configuração é feita nas seis primeiras linhas do arquivo.

DB_NAME: nome do banco de dados; DB_USER: nome do usuário do banco de dados; DB_PASSWORD: senha do usuário do banco de dados; DB_HOST: em 99% dos casos, não é preciso alterar este item.

Altere também a frase única no mesmo arquivo. No WP 2.5 para cima, já tem um endereço que gera as frases automaticamente. Caso você não veja clique aqui.

Preenchidos os itens acima, salve o arquivo com o nome wp-config.php, na mesma pasta. O antigo, wp-config-sample.php, pode e deve ser apagado.

Agora, com a ajuda de um cliente de FTP (recomendo o FileZilla), envie os arquivos do WordPress para o servidor. Recomendo que faça o upload da pasta ‘wordpress’ que surge ao descompactar o arquivo. Terminado o envio, altere o nome da pasta para “blog” ou “site” por que depois pode dar pau em tudo o que você já fez. Feche o programa e abra seu navegador. Vamos à instalação propriamente dita.

Acrescente ao final da URL de onde o WordPress foi salvo, as palavras /wp-admin/install.php. Exemplificando, se os arquivos foram salvos na raiz do site, e o site é o sitelegal.com, ficará assim: http://www.sitelegal.com/wp-admin/install.php. Se, no mesmo site, eles foram salvos dentro da pasta blog, por exemplo, ficará assim: http://www.sitelegal.com/blog/wp-admin/install.php. Ao acessar este link, a tela de introdução da instalação surgirá uma tela pedindo o título do blog (pode ser alterado posteriormente), e um e-mail válido. É importantíssimo que o e-mail seja válido, pois caso a senha do blog seja esquecida, ela será enviada para o endereço cadastrado aqui. Digitadas as informações pedidas, clique no botão Continue to Second Step ». Uma tela informando que as tabelas do banco de dados foram criadas e preenchidas surgirá, bem como o login (por padrão, admin), e a senha (aleatória). Ambos podem ser mudados depois, no painel administrativo do WordPress.

Iniciando os macetes:

Você tinha já tinha um blog no WordPress? Tinha centenas de posts? Seu WP não acessa mais nem por reza. Muito menos o WP-admin não entra? Não corte seus pulsos. Se você ainda tem acesso ao CPanel ou Painel de controle da sua conta, vá até o PhPmyAdmin do seu painel, e faça uma exportação do seu banco de dados em formato .SQL. No servidor novo, faça a importação do mesmo arquivo. Não precisa mudar o nome nem nada. Somente importe.

Ai você fala: Tá. instalei, reinstalei e nada de acessar o Banco de dados importado.

Calma cabeção. Você somente terá que alterar, depois de instalar o WP e de todo processo acima, o arquivo “WP-config.php” que você tinha configurado antes (principalmente o que o Fantástico configurou sozinho), com: o nome e a senha do banco de dados antigo. Assim, você terá acesso a todo o seu conteúdo e não terá que postar tudo de novo (hehehe).

Maceteando n.º 2:

Você fez tudo direitinho. Atualizou o banco de dados. resgatou seus milhares de posts antigos e já indexados pelo “Oráculo” e justamente por estar com a versão mais atualizada do WordPress, seus Permalinks foram dessa para uma melhor. Desesperar-se? Para que? Não faça isso… siga o ritual:

Pimeiramente, vá até ao seu novo arquivo “.htaccess”, edite via seu programa FTP ou faça o download e edite-o com o bloco de notas assim: apague tudo e insira apenas o cód abaixo:

<IfModule mod_rewrite.c>
RewriteEngine On
RewriteBase /blog/
RewriteCond %{REQUEST_FILENAME} !-f
RewriteCond %{REQUEST_FILENAME} !-d
RewriteRule . /blog/index.php [L]
</IfModule>

Depois de já ter resolvido isso, entre no painel administrativo do Site/blog, Configurações, Links Permanentes e preencha os campos relacionados com Permalinks de Categoria e Tags (ou Category e Tags se for em Inglês).

Essa era a parte fácil Clique em salvar alterações e algumas coisa já vão voltar a funcionar. Agora vamos corrigir o código do WordPress:

A solução já está documentada no Bugtrack do WordPress conforme http://trac.wordpress.org/changeset/8366 .

Faça download dos seguintes arquivos:

wp-admin/options-permalink.php

wp-includes/rewrite.php

wp-includes/version.php

Assim que você realizar o donwload grave os arquivos sobrepondo os antigos nas pastas referidas. Eles são um patch que só será aplicado na versão 2.6.1 (Sua versão passará a ser essa se ela for a 2.6). Tendo sido realizado o patch, acesse a interface administrativa, aceite o upgrade no banco de dados que é praxe quando alteramos a versão e pronto. O bug está corrigido.

Agradecimentos:

A todo o pessoal da BlogZona chat, principalmente ao Rafael, Tio Dread e a todos aqueles que me ajudaram de alguma forma.

Referências:

Mister WordPress, BlogAjuda, Rodrigo Muniz, Blog Marcolino e I Love WordPress.

 

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